terça-feira, 13 de dezembro de 2011

História de amor


História de amor

                Eu pensava que poderíamos exercer um pouquinho de violência. Você também. Sob medida, brotaríamos um prazer legítimo, digno de nossos sonhos. Juro que não queria forçar tanto, mas. Juro que desconhecia a minha mão, assim, tão pesada. O terceiro soco praticamente gerou aquela marca lilás instantânea. A hemorragia não se conteve com a esganadura pela qual você tanto me implorava. Não é que tenha saído do controle; ocorre que gozamos junto. Seus olhinhos brilhavam... Mas você acha que estão acreditando na minha, na nossa história?!

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