segunda-feira, 12 de maio de 2014

Flor 2


Flor 2

A flor não tem sentido, porque sente.
A flor é sensações, é gargantilha
no colo de uma filha adolescente,
que sonha ser mulher e, maravilha.

A flor é uma vertente de indolente
visão do paraíso, uma armadilha
ao ver as suas pétalas, ausente
de caos e de universo, na partilha.

Amando-se sem quê, tem sua vida
na cômoda função de ser florente
às custas da beleza apetecida.

A flor tem seu eterno de repente,
à luz da natureza, em sua ida
direto para os olhos, evidente.

*** 
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4 comentários:

Marcos Satoru Kawanami disse...

Maneiro.

Marcelino disse...

Um belo exercício, Bardo, nas duas postagens. Também tenho minha adolescente flor. Engraçado como sempre me vem à lembrança alguma coisa de Gregório de Matos (A Angélica flor); é teu intertexto mais produtivo, à tua altura. E ele lá nas alturas deve regozijar-se com a existência de um sonetista assim tão aí no centro do Brasil.

BAR DO BARDO disse...

flw msk

BAR DO BARDO disse...

Marcelino,

a gente se esforça para apresentar o melhor aos leitores ideais.

Abraço!