Flor
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A
flor não tem sentido, porque sente.
A
flor é sensações, é gargantilha
no
colo de uma filha adolescente,
que
sonha ser mulher e, maravilha.
A
flor é uma vertente de indolente
visão
do paraíso, uma armadilha
ao
ver as suas pétalas, ausente
de
caos e de universo, na partilha.
Amando-se
sem quê, tem sua vida
na
cômoda função de ser florente
às
custas da beleza apetecida.
A
flor tem seu eterno de repente,
à
luz da natureza, em sua ida
direto
para os olhos, evidente.
***

4 comentários:
Maneiro.
Um belo exercício, Bardo, nas duas postagens. Também tenho minha adolescente flor. Engraçado como sempre me vem à lembrança alguma coisa de Gregório de Matos (A Angélica flor); é teu intertexto mais produtivo, à tua altura. E ele lá nas alturas deve regozijar-se com a existência de um sonetista assim tão aí no centro do Brasil.
flw msk
Marcelino,
a gente se esforça para apresentar o melhor aos leitores ideais.
Abraço!
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