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sábado, 27 de agosto de 2011

Resende e entorno

 Luiz Pistarini, o poeta municipal

Resende e entorno

Resende natalícia, Pistarini,
Alto dos Passos da vó Benedita,
do vô Jones Hipólito, vitrine
nos olhos infantis, mais se medita,

Resende onde nasci é como um cine
que passa apenas filme tipo fita
de um pálido pebê que não define
que fim será tomado, não conflita.

Por ela, a caidinha, mas não quedo...
Resende, e... se inexiste e é só bolor
por cima dos escombros de uma flor?

Palavras, armadilhas de brinquedo,
feriadões em Penedo, Mauá,
Itatiaia, Agulhas Negras... ah...

*** "Nascido em Resende, em 1877, Luiz Pistarini publicou seu primeiro livro, “Bandolim” - que reúne a obra poética da primeira fase (entre 14 e 18 anos) - em 1899. Viveu parte de sua juventude em São Paulo e Rio de Janeiro, trabalhando na imprensa e colaborando com revistas literárias da época. Não obstante, conviveu com figuras como o poeta Olavo Bilac, que muito o influenciou. Seu segundo livro foi “De Luto”, escrito depois do falecimento de sua esposa, Carlota Espíndola Pistarini, com quem teve uma filha, Laís. Em seguida, Pistarini escreveu “Sombrinhas e Agonias e Ressurreições”, que veio a ser publicado depois de sua morte. Em Resende, o poeta atuou como editor do jornal A LIRA, além de ser o autor da letra do Hino a Resende, feita para as comemorações do primeiro centenário da cidade, com música do maestro Lucas Ferraz." - in Diário do Vale
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quinta-feira, 23 de julho de 2009

Resende

Resende-RJ - Jesus online

Resende

"Sombrinhas e Postais" reeditado.
O nosso Pistarini e seu bigode,
em água de colônia, destacado,
que a noite é para autógrafos. Sacode!

Eu sonho com Resende, colocado
no colo da folia que me implode,
revejo todo o belo que é ditado
por Deus e pelas musas desse bode.

Ao alto o cemitério como telha,
as ruas em aclive de matar:
o sino da Matriz nos aconselha.

Expande-nos a linha ao limitar:
o rio Paraíba, a Ponte Velha
e, além, a Academia Militar.




O Mestre Moacy Cirne
me publicou hoje no seu
BALAIO PORRETA.

Quem puder prestigiar-nos, clique aqui.

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domingo, 18 de janeiro de 2009

Acareação




Dente deleite

Dentadura criatura,
tu que cortas na exata
medida, na lisura
e na lida me acatas.

Dentadura moldura,
criatura caricata,
entre tantas fulguras -
a farsa, o facto e a faca.


Resende-RJ, 12 de janeiro de 1989.


Amigos do preito

Se fincam - na suprema das torturas,
se cortam - em exata medição,
por gosto, pela dor, pela loucura,
se insere no canal a dicção

do verbo mastigar. Pela doçura
do salso paladar, o coração
confrange-se e confina-se em fissura,
se enleva à sanguinária devoção.

Os dentes, com o deleite de servir
ao pathos cordial, mais se avermelham
que o tinto da vinícola natal.

Sem leite de inocência em seu porvir,
os tais em quase tudo se assemelham,
os dentes e o cordame peitoral.


Campo Grande-MS, 18 de janeiro de 2009.


(Observação: a nova ortografia que se... )
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