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sábado, 4 de agosto de 2012

O poeta



O poeta

Valdir, eu sou tão poeta
quanto vossa senhoria.
Manoel supera a meta,
muito além da poesia,
ele pinta, borda, esteta
a brincar com anarquia,
as ruínas que arquiteta
lhe dispõem a monarquia.
Esse Barros do capeta
que prima pela avaria,
em desvairada veneta
fez da podridão a via
     que nos leva ao mais extremo:   
     sentir no podre O Supremo.

*** O sonetilho acima foi feito em resposta ao que o camarada Valdir Dala Marta expôs acerca de Manoel de Barros .
*** Semana On-Line #35 no ar: Leitura(s), Daniel Pennac e revista Rebosteio, para ler clique aqui.
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terça-feira, 12 de julho de 2011

punk arrependido

punk arrependido

de joelhos à maria
única que não despreza
entre lágrimas a reza
entre que mamãe te cria

um homem não deveria
ansiedade tristeza
a alma do cabloco tesa
vê avalia a avaria

se pela análise cresço
em indefeso progresso
remedinhos tarja preta

o coração um caroço
que não há de que não posso
que tentação do capeta



***
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sexta-feira, 24 de junho de 2011

cerejinha












cerejinha

o que não há não vejo
e se não há desejo

desejo-te cereja
no meu peito um duelo
de mouro que moureja
de cristão no flagelo
de pele na peleja
nos pelos que encapelo
o mar alto goteja
o mel no teu castelo
a boca rumoreja
o mais eu não revelo
pelo capuz sobeja
a glande do pinguelo



***
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sábado, 8 de maio de 2010




ibge
eis a questão
foi lá no zé
ei onde estão

pergunta a fé
os bens e então
se tem se é
mais um montão

só tenho bem
que não tem preço
nem aparência

sou eu o bem
que vem do berço
da consciência


***
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domingo, 9 de agosto de 2009

"Inferno lírico"

Image in tarheelmania





-ao Tomaz e seus causos

Sim, sou gralha; sim, sou corvo;
Sim, sou parvo, sou escravo
Já liberto e meu estorvo
Dissemino como um bravo!

Dou trabalho quando sorvo
Dos brinquedos, que destravo
Dos limites, brado o torvo
E me atrevo ao grave agravo!

Sou da trama e da tramoia!
Falo merda sem roteiro!
Faço bosta pela noia!

Por desculpa, “má conduta”:
Sou expulso do puteiro
Só por ser filho da puta!


Tomaz Leal Leite, apesar de ser meu amigo, é um dos poetas mais promissores que conheço, um cara que ainda vai incomodar muito o establishment com suas incursões no caos. Além do mais, é um excelente contador de histórias. Quem pretender escrever a autobiografia deste lírico infernal, que se prepare, porque o número de páginas da bíblia é fichinha perto das dezenas de tomos que se assomam de suas vivências suavemente satânicas...
O blogue do Tomaz, exatamente o
Inferno Lírico, vale a pena, ainda que seja uma pena ardente, plúmbea e perpétua... Quem quiser pagar o preço, clique aqui!





Aos meus amigos leitores:

1 *** Gente, quem for curioso e quiser desvendar o segredo (sim, há um segredo!) do soneto "Folhas ao vento" , deste bardinho, deve entrar no blogue de Patrícia Carvalho, denominado "Folha ao vento... ", e conferir todas as cifras... Prometo que você se supreenderá. Então, não perca tempo, clique logo no aqui-e-agora!


2 *** A Maria Clara Pimenta - pelo sobrenome já se imagina do que essa mulher é capaz, né? - andou me criticando no blogue http://mariaclara-simplesmentepoesia.blogspot.com/ , justo um blogue que abriga apenas poetas do caralho: Adriana Ginsberg, Nina Ri-Se, Mirse, Adriana Karnal, Hercília Fernandes, Lou Vilela, Maria Paula Alvim e Úrsula Avner. O babado é forte, nega! E o blogue é picante e imperdível e cheio de perdição... Clique !

3 *** Em tempo: A poeta Lou Vilela, do blogue Nudez Poética e colaboradora do acima citado, "dialogou" com o meu umbigo, confira ! ! !



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sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

Índias



Pensava amor num sentido:
Amado, nem tudo que ama.
Sem súbito ou porém, sido
Tem intensivo o proclama.

Ser homem e ser polido
Não faz bem parte da gama,
Entanto senti sentido
Como um único programa.

Assim que desandou tudo,
Embora tudo ordenado:
Brincar sem regras o ludo,
Fazer as Índias a nado.

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quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

Le vol de l’abîme


Vous êtes un homme,
Voilà le schème:
Pauvre fantôme
De-vous... le même...

Léthé consomme
De merde et, thèmes.
Pulpe-epitôme
Mais pas de poème.

Vous êtes le seul
Metteur en scène
Chez votre crime.

Où? Où est le ciel?!
Vous êtes obscène:
Mise en abîme!

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