
O poeta
Valdir, eu sou tão poeta
quanto vossa senhoria.
Manoel supera a meta,
muito além da poesia,
ele pinta, borda, esteta
a brincar com anarquia,
as ruínas que arquiteta
lhe dispõem a monarquia.
Esse Barros do capeta
que prima pela avaria,
em desvairada veneta
fez da podridão a via
que nos leva ao mais extremo:
sentir no podre O Supremo.
*** O sonetilho acima foi feito em resposta ao que o camarada Valdir Dala Marta expôs acerca de Manoel de Barros lá.
*** Semana On-Line #35 no ar: Leitura(s), Daniel Pennac e revista Rebosteio, para ler clique aqui.




