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sexta-feira, 25 de dezembro de 2015

Ereçãozinha




Ereçãozinha

Eu penso que seria bem legal
por mim e para mim virilidade.
Eu vejo nos pornôs um bananal,
uau!, longa-metragem de verdade.

Os caras permanecem com seu pau
ereto por instantes, que maldade!,
na boca das atrizes, anormal!,
um tempo que parece eternidade.

Queria, vou pedir, um simulacro:
o macho sedutor, com meu pauzão
a ponto de ebulir, porque eu massacro!

Um homem para mim, por meu desfrute:
um homem, o meu pai, o meu irmão,
o filho que não tive e repercute.

*** Img by Pearson Scott Foresman.
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sexta-feira, 13 de novembro de 2015

Ao chefe


Ao chefe

Espero pelo chefe. Está atrasado
de novo. Que desculpa, dessa vez?
Problemas de família, de casado?
As filhas? O gatinho siamês?

Depois, o seu discurso formatado
em curso de MBA, com seu viés
de gringo com promessas, devotado
às metas, ao sucesso: NOTA DEZ!

Se pensa que engambela a maioria
com frágeis argumentos, gestual
robô, de simulacro da alegria,

engana-se, que o grupo delibera
fingindo-se esperança, mas, normal,
já sabe o desespero que lhe espera.

*** Img in tumblr.
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sábado, 31 de outubro de 2015

Como publicar um livro



Como publicar um livro

Não há necessidade de um autor,
nem mesmo de papel por instrumento,
de lápis, de caneta, de leitor:
os temas desenvolvem-se a contento.

Besteira de quem pensa que é escritor,
poeta, ficcionista: seu invento
se dá por autogênese, sem dor,
sem flor, sem fantasia, sem talento.

À guisa de salário, dos otários,
recebe-se um qualquer, para criar
o livro original: lá vem migué!

A malta de iludidos literários
encanta-se à palavra a pulular
diante de seus olhos: que mané!

*** Img - o imortal Paulo Coelho  in PCF.
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quinta-feira, 29 de outubro de 2015

À consciência polida


À consciência polida

Se informo o que não sei; de inteligência,

não privo o cocuruto; diferente,
não minto o meu limite e vou em frente,
em busca do que resta à coerência.

Um homem coerente, com decência,
com lodo passadista, competente
aos olhos do passado (não, presente),
eu vivo na polida consciência.

Estudo responsável, disciplina
viril e varonil, uma rotina
de chumbo, pesarosa, necessária.

Não sei, mas informei, do que é total,
por isso condecoro-me de o tal,
o tal que não se dista da alimária.

*** Img - Camelo de pelúcia in Pelucy.

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quarta-feira, 28 de outubro de 2015

Mais um tema tentador



Mais um tema tentador

Um tema... que problema!, que tormenta!,
é quase tempestade tropical,
é risco de alguém morto, ou que dementa,
um ser que já não é, um tal e qual.

Me dizem, desenvolva, nem esquenta,
é fácil de escrever até o final,
inventa, feito sangue de incruenta,
inventa, feito um pobre pantanal.

Escrevo um sonetinho, desenvolvo:
fugindo dos tentáculos do polvo,
liberto meus testículos da capa.

Ao fim: eu determino que há renovo;
primeiro: da galinha, vem o ovo;
no meio: uma razão que nos escapa.


*** Img in Octopus Polvo.
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domingo, 25 de outubro de 2015

Ao tema dos espinhos






Ao tema dos espinhos

Um tema espinhosíssimo? Melhor
ousar e nem tentar uma abordagem...
Silêncio de maçom, que sei de cor,
em Ísis, em pirâmides, na aragem

ardente do deserto, no suor
que excede por demais a maquilagem...
Ó selo dos segredos, ao menor
sinal de esoterismo: uma passagem

serena para o solo do Inefável
indica porque o Nada é bem durável
e o Fim é especular: um espetáculo!

As tramas da linguagem, quietei...
O tema dos espinhos, evitei...
Agora, quem me livra do tentáculo?...

*** Img -  Pixabay
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domingo, 27 de setembro de 2015

Se claro já não vejo, desconheço




Se claro já não vejo, desconheço

Se claro já não vejo, desconheço
as cores da estação Contentamento....
Se a mente já me folga de momento
tranquilo, mansidão já não mereço...

Se verto o cronológico progresso,
em via de desvios, vão evento...
Se alheio da Ventura, sou cinzento,
na senda que me leva ao retrocesso...

Suspeito que não sou do São Paterno,
suspeito que não sei do Sempiterno,
suspeito que me privo da Verdade.

Assim, na hesitação da inteligência,
eu perco o que é de Vós, por indigência,
“buscando amor em vossa crueldade”.

*** Diálogo com o soneto de Camões: “Ja claro vejo bem, ja bem conheço”.
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sábado, 27 de junho de 2015

Árido


Árido

Nas tendas desarmadas, senescência,
o nada semovente e sentimentos
a base de alcatrão: os fundamentos
da tribo do deserto da existência.

É vento o que escutamos? São lamentos?!
A areia é sob os pés, ou, resistência
em forma evanescente? Paciência…
Em ondas, pulverizam-se os momentos…

Apóstolos, profetas, indomados,
os santos que viveram calcinados
despiram-se da pele nesse espaço.

E, nós, o que faremos? Não faremos.
Em caravana, apenas passaremos.
Não termos um roteiro é o nosso paço.

*** Img in reusableart.
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domingo, 21 de junho de 2015

Diversos da fé



Diversos da fé

O Silas Salafrário, o pastoreco,
com quem não deveria, à revelia,
brincou de maioral: “Porque eu não peco
aqui, nem nos terreiros da Bahia!

Porque não tem porquê, porque eu disseco
os cultos africanos na sangria,
detono o Preto Velho a peteleco,
Erês ou Orixás são heresia!”

Em nome de Jesus, o nazareno,
ganindo intolerância, seu veneno,
meteu-se o falastrão ao preconceito.

Após uma resposta a sua altura,
saiu o “pentecostes” à procura
daquilo que lhe cala. Bom proveito!

*** Img in flyingfarther

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sábado, 13 de junho de 2015

Soneto repulsivo




Nada contra LGBT e todos os demais. Nada contra aqueles que não acreditam em Deus e não percebem em Jesus Cristo o salvador da humanidade. Nada contra mesmo. Cada um faz de sua vida o que bem (e/ou mal) quiser. Mas utilizar a iconografia cristã de modo acintoso, sob pretexto de performance LGBT, aí sim o preconceito fica explícito: explicitamente contra os cristãos, contra Jesus Cristo, contra Deus.

Soneto repulsivo

O “trans” crucificado de mentira,
é só de mentirinha, mas não é,
desperta-nos repulsa a sua ira
contrária à verdadeira e santa fé.


Perguntem pra “Vivi”: Por que não tira
um sarro da Sharia, põe seus pés
na frente da mesquita, à pombagira,
com busto para fora, ao invés?

Falar de Maomé, o coraixita,
com falta de respeito não convém
às crenças nem ao couro da neném?

Duvido que a coragem lhe permita.
Na hora da blasfêmia, o fanfarrão
prefere a sacra bíblia ao alcorão.

*** Img da "Vivi" in Pinterest.
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quarta-feira, 20 de maio de 2015

Ao ex-ato














Ao ex-ato

De Exatas, não de Humanas, com efeito,
assim é meu governo racional.
Aqui na prefeitura sou prefeito
perfeito para o bem municipal.

E sou religioso com conceito,
um homem impoluto que degrau
após degrau supera o preconceito
daqueles que se voltam para o mal.

(O lobo sob a pele de cordeiro,
em branco, feito um cheque eleitoreiro,
tem crença no que diz sua sandice.)

Já disse que sou probo, que não peco,
repito o que já disse no GAECO,
sou probo, que não peco, já não disse?!
 
*** Img in portaltucano.
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segunda-feira, 27 de abril de 2015

Falocêntrico




Falocêntrico

Juiz intolerante, de montão,
só julga favorável sua vista,
o mundo é falocêntrico, machista,
aviso para as fêmeas de plantão.

Preparem-se, meninas, que ele é tão
selvagem, masculino, exclusivista
e mete onde se mete, não se dista
das flores femininas em botão.

É julgador e réu, eis a verdade,
é crime inocentado pela idade
em fraldas de rapaz ginasiano.

O falo é pequenino, mas o id,
maior do que a vontade que preside
o falho julgamento puritano.


*** Img - Dedo apontado - in ursodelata.
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segunda-feira, 30 de março de 2015

Soneto cinéreo



Soneto cinéreo

Porque não sobrevive no varejo,
miúdos amiúde no salário,
um pouco de sorriso com bocejo,
mil sonhos em frugal deficitário;

pretendo que lhe seja, por ensejo
de data decidida ao calendário,
o dia para a morte que desejo,
a morte do sujeito, o salafrário.

Pretendo, pretensão descomedida,
que a cinza resfolegue mais ardida,
que ainda permaneça fumacenta.

Aos poucos a fogueira já vai alta,
o cheiro de queimado sobressalta
e breve eis que a desforra me apascenta.

*** Img - todochimeneas.
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