segunda-feira, 17 de agosto de 2009

A penas

... me in a... in a... in a trance...


A penas

Eu peno pela dor de ser quem sou.
Eu sou um pecador e quanto mais
eu peco, mais eu peno, mais um gol
que faço no meu time, contra, mas...

Eu peço a Vós, Senhor: eu caibo? Ou...
me acabo bem pior do que imortais
em chá que é literário, e sem álcool,
na graça da chatice contumazzz?...

Poeta! Pecador! Eu sou boquinha
que inflama neobarroco puritano,
que pena seu anjinho marcha-lenta!

Se eu bebo do capeta uma branquinha,
se dentro eu tenho o dom de ser humano,
pecado é o que vai fora sem pimenta!



Elvis is dead.

Tradução possível: Drummond está morto. Para mais detalhes, clique aqui.

55 doses:

Danilo de Abreu Lima disse...

bardo,
passei aqui guiado por sites de amigas nina mercedes e outras- e achei o máximo: esse seu msoneto, lembrando boca-ge, lembrando também o imortal "Versos Intimos" e os anjinhos barrocos, é um sarro, é o próprio augusto dos anjos redivivo! Porretaa, meu!

tonhOliveira disse...

Há penas!

Abraços!

Nydia Bonetti disse...

drummond é imortal mas minas não há mais, e agora? resta o consolo da poesia... a penas somos todos dentro e fora.
adorei. bjs.

BAR DO BARDO disse...

danilo,

obrigado por ter se perdido aqui.
e há quantos nessa mesma perdição...

obrigado.
toma uma cervejinha?!

BAR DO BARDO disse...

tonhO,

apens O...

BAR DO BARDO disse...

nydia,

continuemos, pois, no solo da poesia... e só!

obrigado.
beijo!

Adriana Godoy disse...

neobarroco puritano gostei desse termo e pecados quem não os tem. maior pecado e não te ler,pimenta por fora e por dentro, eeu tento, nem sempre consigo, melhor, quase sempre. beijos

Adriana Godoy disse...

quer dizer, quase sempre consigo.

tonhOliveira disse...

Há penas.
Apenas penso nas penas.
Pecas? Há dor.
Peças dor

Pescador?
Pés c'oa dor...

Ah! tá!

Mai disse...

Apenas direi que é pena, a penas e há penas nas aves que voam...
E se a garrafa está vazia, talvez não a tenhas bebido por inteiro.
Santo também bebe, o trago da branquinha jogado no chão...
Apenas, é pena e penamos, com ou sem l'argent, há quem pena e a duras penas, apenas, escrevem enquanto esperam a plena recuperação. Que pena que - Homens - somos implumes. É pena...

BAR DO BARDO disse...

Adriana,

acho que você me lê bem...

Beijo.
Obrigado!

BAR DO BARDO disse...

tonhO?!

BAR DO BARDO disse...

Mai,

é... sim, sim... é isso, sim.

Beijo!

Mai disse...

É pena?
Ou quem dera tivéssemos asas?
Leveza, Pimenta, dias leves são os melhores e sopro-te prana e plumas ao vento...
Abraços,

tonhOliveira disse...

Condena logo!
Qual é minha pena?

Silvia disse...

Hhhmmmm! Saboroso!

Wania disse...

Ao condenado (A)PENAS
Não adiantam novenas
É na poesia que te oxigenas!

Respira fundo e vai em frente...
Bjs.

betina moraes disse...

bardô,

trovador digital!

a antiga fórmula do "mea culpa" com o moderno "sou quem sou"!

muito bom, poeta.

ps: a foto foi grande sacada, parabéns por ela também.

grande abraço!

Mai disse...

Eu sempre volto e agora é apenas prá dizer que há penas de ganso em travesseiros. Pena que são fofinhos mas são caros.
Depois levanta! Nãoé de cama que precisas agora, precisavas, apenas de penas para voar feito um menino passarinho.
(aff...)
Ou porque estás convalescendo ou pq estamos com gagueira mental, vamos e voltamos nesse diálogo penoso...é assim que se escreve?
.
abraços

BAR DO BARDO disse...

Mai,

asas d'Ásia...

Voo
vão...

Namaste!

BAR DO BARDO disse...

tonhO

pena le v iiiiiiiiiiiiiiiiíssima...

BAR DO BARDO disse...

Silvia,

it's go(o)d...

BAR DO BARDO disse...

Wania,

mais experiente um cadiquinho... Sim, preciso de ar.

Beijo!

BAR DO BARDO disse...

é, betina,

a ross - outro dia - disse que eu sou marrento. adorei isso!

qualé?!!

minhas fotos desfocam o principal.

obrigado pelas palavras gentis.

Mirse disse...

Belíssimo soneto, Henrique!

"Eu peno pela dor de ser quem sou.
Eu sou um pecador e quanto mais
eu peco, mais eu peno"

Ser verdadeiro, ser o nosso melhor sonetista, não pode haver pecado nisso. Se não me engano, diz o Evangelho: Impuro é o que sai da boca do homem e não o homem em si.

Parabéns, amigo!

Beijos

Mirse

BAR DO BARDO disse...

Mirse,

"o nosso melhor sonetista"? Assim a vaidade me invade...

Rsrsrs!!!

Obrigado pelas palavras...
Beijo!

Mirse disse...

Bardinho, antes que eu seja mal interpretada, quero ou quis dizer, que quem não peca, não é homem, nÃO é humano!

A nós cabe julgar. Para mim o pecado é a ofensa sem razão ao próximo, coisa que nenhum de nós aqui costuma fazer.

Beijos

mirse

BAR DO BARDO disse...

Mirse,

de você eu só espero - e sempre - o bem. E não ligue para as besteirinhas que costumeiramente eu falo.

Beijo!

Lou Vilela disse...

Henrique,

Seus textos normalmente me remetem à reflexão. Esse me lembrou uma estrofe de um poema meu antigoooo:

Gente que merece castigo
gente que merece perdão
se tudo é relativo
como julgar a questão?

;)

Abraços,
Lou

BAR DO BARDO disse...

... um diálogo espontâneo...



- de Lou Vilela


Gente que merece castigo
gente que merece perdão
se tudo é relativo
como julgar a questão?




http://nudezpoetica.blogspot.com/

Marisete Zanon disse...

O pecado anda rondando...hehehe!
vc é mesmo muito hilário seo Pimenta

esmaques!

Mari7

BAR DO BARDO disse...

Mari7

vc é 10!

Fatima disse...

"Alguns elevam-se pelo pecado, outros caem pela virtude."
(William Shakespeare)
Bjs trenzinho bonito!

Papagaio Mudo disse...

Quero inventar o meu próprio pecado...

Araços,


Gus

Papagaio Mudo disse...

arabraços*
aff

Andréia M. G. disse...

Olá, Bardo pecador! Li alguns poemas e gostei muito daqui. Pecado mesmo foi não ter descoberto seu blog antes. Bj

BAR DO BARDO disse...

Fátima,

Shakespeare é parceirão!

Beijo!

BAR DO BARDO disse...

santo gus,

amém!

BAR DO BARDO disse...

Olá, Andréia!

Fique à vontade, que o boteco é seu!
Obrigado.
Felicidades!

Cássio Amaral disse...

brother,

tudo muito bom aqui no seu blog.

eu apenas me curvo e te reverencio.

grande abração de luz.

BAR DO BARDO disse...

Cássio,

você pode até se curvar, mas eu lavo os teus pés...

Namaste!

Yan Chaparro disse...

qual é a pergunta hoje? quem sou eu, ou para quem sou? temos nome, ou não?

não sei

maneiro o poema...

BAR DO BARDO disse...

eu sou de chapar, ô yan...

a pergunta é: quem não sou eu?

abraço!

nina rizzi disse...

gostei deamis desse soneto todo dialógico. neobarroco é bem naquelas de metido da lama ao caos, hm? rsrs..

comovente os poemas ali embaixo, das quedas aos braços.

e o meu umbigo tem dois lados :o
beijo :)

BAR DO BARDO disse...

nina ri-se,

ainda bem que usted expilica tudo bem expilicadinho...

valeu!
beijo!

Lara Amaral disse...

Nossa, forte mesmo. Deve ser difícil passar por certas coisas. Mas apesar da dor e tristeza de algumas coisas, vc tem as palavras bonitas e harmonizadas ao seu lado.
Abraços.

BAR DO BARDO disse...

lara larissa,

vocês, leitores-poetas, me harmonizam...

obrigado.

felicidades!

Moacy Cirne disse...

Poeta pecador.
Apenas?
Pra que mais, meu caro.

Um abraço.

BAR DO BARDO disse...

Moacy,

tem razão... eu já tenho tudo de que precisam as minhas hostes...

Abraço!

Batom e poesias disse...

Engraçado, Prof...
Todo mundo se comoveu com a pena e eu só vi um anjinho barroco neo-torto e apimentado, fazendo graça com a maior graça.

Rindo-se de nós, o pecador marrento.

Adoro.
bjs
Ross

líria porto disse...

quanto menos tanto mais
sou tão mais ou menos
és demais

(inveja danada dessa tua facilidade com os sonetos!)

besosssssssssssss

BAR DO BARDO disse...

líria,

e eu invejando a sua concisão.
empatou!

beijo!

BAR DO BARDO disse...

Rossana,

que bom que tenhas uma visão de viés...

Eu amo!

José Carlos Brandão disse...

Deslembro Gregório de Mattos porque é o óbvio, então lembro Agostinho de Hipona (que gostava de aproveitar a vida) que suplicava: "Meu Deus, fazei-me santo, mas que não seja já!"

Mas o soneto é bom. Arrepia.

BAR DO BARDO disse...

Obrigado, Mestre Brandão!