terça-feira, 1 de abril de 2014

Ao perdão


Ao perdão


Eu peco por perdão, não por descrença,
que sei do azul-celeste que me espera.
Depois da perdição, não se dispensa
um pouco de delonga na quimera.

Eu peço meu perdão, minha sentença,
que eu seja liberado da cratera,
que eu seja liberado da detença,
que eu seja possuído pela mera

vivência de cristão. Se perdoado,
prometo só pecar pelo pecado
e nunca mais pecar pelo perdão.

Espero, requerente arrependido,
o sim do deferente no pedido,
um lote para mim na vastidão.

*** Img GM.
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2 comentários:

Marcos Satoru Kawanami disse...

Maneiro.

BAR DO BARDO disse...

Fiz um soneto recente e nele escrevi a corruptela "manero". Grato pela vinda, MSK.