quinta-feira, 21 de julho de 2016

Melancolia



Melancolia

Eu vou reproduzir pelo caminho
rancores que, silentes, dilaceram
sentidos sentimentos que antes eram
um salto de circense e... remoinho.

Eu vou para os abissos, para o ninho
da dor, aos meus pertences, que perderam
as cores da aliança. Preponderam
os cinzas, os negrumes, o moinho.

Meu Deus, por que das tramas, labirinto?
Meu Deus, não me perdoe porque sinto
vontades de morrer e de matar.

Nem houve gravidez ao ressentido,
nem quê de sentimento, de sentido.
Rastejo pelo resto que há de ar.

*** Img in Interpersonal-Compatibility.



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2 comentários:

Marcos Satoru Kawanami disse...

Henrique,

Muito bom, mantendo-se pelo estilo e deixando transparecer o sentimento.
Realmente, estamos num tempo melancólico para a Poesia nacional, as editoras evitam publicar poemas, pois não há público.

abraço
Marcos

BAR DO BARDO disse...



Melancolia é algo necessário! Às vezes.

Valeu, MSK!