Livros lidos em 2012
1. Ser jornalista - o desafio das tecnologias e o fim das ilusões. Ciro Marcondes Filho.
Esse livro foi lido com o intuito de estimular a minha filha, acadêmica de Jornalismo, a ler coisas da área. Já havia lido outras obras dele, todas são referenciais. Bastaria dizer que ele sabe escrever e só escreve sabendo, mas acrescento que nesse livro é feito um apanhado das mudanças radicais que influenciam no novo perfil profissiográfico do jornalista.
2. O cavaleiro inexistente. Ítalo Calvino.
Qualquer coisa que se leia "deste" Calvino educa. E diverte. Ótimo. Resenhei na semanaonline.
3. Lolita. Vladimir Nabokov.
Comprei no sebo. Tinha uma curiosidade gigantesca de conhecer o polêmico romance. Gostei bastante e percebi que a literatura prevalece sobre a... a... a... parafilia.
4. Histórias íntimas, sexualidade e erotismo na História do
Brasil. Mary Del Priore.
Estava no aeroporto e sabendo que esperaria horas resolvi comprar um livrinho de leitura breve e fácil. Só depois fui saber que se tratava de resultado de muitas e muitas pesquisas. A leitura rendeu até uma resenha aqui.
5. 1808. Laurentino Gomes.
Li e gostei. Interessante como a história vem sendo recontada e, uau!, se transformando em livros na seção "Mais vendidos".
6. Eu, Casanova, confesso. Flávio Braga.
Comprei over the internet baratinho. O FB escreveu uma série remontando a clássicos da putaria. São bons, não mais que bons.
7. A distância entre nós. Thrity
Umrigar.
Comprado em banca, a preço módico. Duas personagens na Índia, uma miserável e a outra bem de vida. É feito um paralelo, há um drama lacrimoso, mas a distância social permanece.
8. Guia politicamente incorreto da América Latina. Lendro
Narloch e Duda Teixeira.
Adorei. Revisionismo puro, e extremamente irônico, por vezes. Resenhei aqui.
9. O livro das crueldades. Patricia Highsmith.
Comprei no sebo. Excelente. Embora a autora seja mais conhecida pelos seus romances com o tal do Ripley, sua obra é bem mais vasta e diversa. Aqui são contos em que os protagonistas são animais que de alguma forma se vingam de humanos perversos.
10. 99 sonetos sacanas e 1 canção de amor. Henrique Pimenta.
Sem comentário. Release aqui.
11. Sade em Sodoma. Flávio Braga.
Da série citada acima.
12. Enquanto Petrônio morre. Flávio Braga.
Idem, acima.
13. É tudo tão simples. Danuza Leão.
Comprei para a minha mulher como presente de aniversário. Ela de-tes-tou. Fui ler para ver qual era. Após a leitura, concordei de pronto. A façanha rendeu uma resenha aqui.
14. Pequenas criaturas. Rubem Fonseca.
Contos impecáveis, alguns. Alguns outros, descartáveis. Bem, eu gostaria de escrever como ele quando o adjetivo fosse impecável, embora o Vaticano já deva ter excomungado o estilo sujo de um dos nossos melhores prosadores.
15. Mandrake: a Bíblia e a bengala. Rubem Fonseca.
Tudo minuciosamente articulado. Não conhecia o personagem Mandrake, que já havia aparecido em livro anterior, mas o sedutor me seduziu.
16. 1828. Laurentino Gomes.
Mais história sendo recontada de uma maneira mais séria - com método e, portanto, resultado de muitas pesquisas.
17. La rage au coeur. Ingrid Betancourt.
O coração enfurecido, na tradução brasileira. Lido como exercício de francês. Narra adolescência, tempos de faculdade e início da vida política da franco-colombiana. Foi escrito, indícios linguísticos revelam, como argumentação panfletária para a futura candidata a presidência. Resenhei lá. Sonetei cá.
18. Guia politicamente incorreto do Brasil. Leandro
Narloch.
Best-seller, mas juro que com cérebro.
19. Argumentos invisíveis. Leonardo Fróes.
De sebo. Recebeu o Jabuti de poesia, merecidamente. Livro de 1995, só com a papa-fina, como se dizia no meu tempo. Poemas fora do esquemão, e muito bem encaixados na boa literatura.
20. Interpretação e superinterpretação. Umberto Eco.
Livro pequeno e "pesado". Mas, também, quem mandou mexer nesse vespeiro chamado Eco Eco Eco (sou assim, não perco a piada nunca!).
21. Secreções, excreções e desatinos. Rubem Fonseca.
Em apenas um parágrafo, RF foi infinitamente mais fescenino que toda a obra fescenina de Henrique Pimenta. Haja estômago e/ou genitália! Ótimo conjunto de contos (mas aqui também verificamos um e outro descartáveis).
22. Poemas para fim de tarde.
Ileides Muller.
São textos de uma poetisa daqui.
23. En route pour Lima. Nathen Kravetz. (The way of condor - traduit par Valérie Fabre).
Exercício de leitura em francês. Infanto-juvenil, com uma trama boba e socialoide.
24. Cautos causos. Glauco Mattoso.
Sou suspeito para falar sobre esses sonetos do Glauco. Considero o melhor sonetista em língua portuguesa.
25. O poeta peccaminoso. Glauco Mattoso.
Vou declinar um verbo: Leiam! No mais, rendeu uma resenha aqui.
26. Sapoie. Felipe Costa Marques.
Amigo vascaíno. Poeta criativo. Para ler (ou baixar) o livro, aqui. Para ler entrevista com FCM, lá. O blogue do cara, acolá.
27. Dez conversas – diálogos com poetas
contemporâneos. Fabrício Marques.
Poeta entrevistando poetas. Às vezes foge do assunto que deveria ser o principal, a poesia, mas no conjunto revelou um pouco de poetas conhecidos e outros completamente desconhecidos - por exemplo, você já leu alguma coisa de Maria do Carmo Ferreira? Imperdível no livro é a entrevista com o recém celestial Millôr.
*** Na foto entrou, de gaiato, o livro de poemas do prof. Antonio Carlos Secchin, Todos os ventos. Mas este foi lido no ano passado. Livro razoável em termos de poesia, apenas razoável.
*** Faltaram à foto os livros em francês, que foram empréstimo e, portanto, devolvidos à origem. O Sapoie também não está, porque ele foi editado bicho-grilamente e não apareceria na foto, mas, como foi informado, ele pode ser visto e lido na rede.
