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sexta-feira, 21 de maio de 2010

Poeminhas de apelo popular - XI



- dedico os versinhos pro meu amigo casagrande

suicida que se preza
não manda recado
nem deixa
bilhete


poesia não é fácil
poesia não é difícil
poesia não
é?


isto
it’s so...


"Quando chove, enche de enchente." – Marcelino Freire

Ó xente!,
se enche de enchente,
chove de gente.


pasmo o pó
o oposto do póstumo
ó pá


nem sei se te interessa
mas o meu apreço
não tem pressa


Je su_s Cr_sto


os emos se amam com carinho
e tomam sangue twilight
no mesmo canudinho


copacabana -
oásis que ladra
para a caravana


sou pardo
e pelo seu branco
ardo


Desmaias, ou finges
que há muita fuligem?


descola
da prova
a prova
a cola


e quem há que fundamente
ser espada num terceto
como o quarto componente?


Boca de favela já era...
A pizzaria Monsanto,
no centro,
tem mais a ver com a galera.


Vou-me embora pra
(      ) Paçárgada.
(      ) Pasárgada.
(      ) Passárgada.
(      ) Pazárgada.
(      ) n.d.a.


Não será conversa
o que o verso versa?


entrelinhas
de uma folha em branco
- redijo o meu silêncio

***
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sábado, 17 de outubro de 2009

Poeminhas de apelo popular X (ed. especial - para ler Emily Dickinson e Manoel de Barros)

We lose — because we win —
Gamblers — recollecting which
Toss their dice again!
ED



(Eu tenho doutorado em formigas.) - MB



1.

a.
Se está longe, em alerta!
Se, perto, o peito aperta!
Uma alma ingênua, gema
que geme e... e desperta.

b.
Algemas,
a dupla que nos comprime, gêmea,
mas só prende se estiver aberta.



2.

Querer na frente
e em revés.
Querer diferente,
de viés.
Querer o decente,
o que és.
Querido, o que sentes
sob os pés.



3.

O fogo dessedenta
O vulcão que te vibra.
O pico te sustenta
Com seu vórtice em fibra.
Pandemônio contenta,
Que te alumbra e equilibra.



4.

"Aqui  jaz"
Restaurante

Estamos atendendo

(Somente self service)



5.

Não é colibri...
Não é beija-flô...
Vai bater as asinhas, ih!
Voô.




6.

Amor tu consomes.
Amor eu consumo.
E ficamos só
Com o sumo.




7.

Sinta e se liga
no que a cinta-liga.

Se ela te apaga,
é boa a paga.




8.

Não era rouxinol nem elefante.
Um troço no caminho para além
Daqui.
Mineralóide sem definição,
Em éter.




9.

Há 
algo no ar.

Não há
ar.




10.

Não há mal nenhum em ser dois.
Ora, pois, pois!

Não há mal nenhum em ser par
de seu ímpar.

Não há mal nenhum em ser bi:
biiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii!

Não há mal nenhum em ser mau.

Não há mal.




11.

Apenas
dez dentes...
Que pena!
Decadentes.




12.

Muito ríspido o que disseram a Lázaro porque estava dormindo:
Levanta-te e anda!
Bom mesmo é quando minha fisioterapeuta falar, docemente:
Vá com Deus!...




13.

eu senti-senti
sem ti



14.

Pergunta que inflama
ao fogo indomado.
Às cinzas quem ama,
responde o inflamado.



*** A série possui 50 poeminhas.
*** Camarada Cássio Amaral, poeta, autor do recém lançado SONNEN, publica material nosso no seu blogue: enten katsudatsu.
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segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Poeminhas de apelo popular VIII

by Rafael Flora




Entre o 23º e o 22º

Eu sempre tive uma quedinha pela morte...


Zwischen den Stockwerken 23-22

Ich bin immer fallen in den Tod...






Pedra como um ninho:
acolhe-nos, caminhantes,
durante o caminho.





- p/ a poética de Betina Moraes

Cruzo de través,
mas, se não fores quem és,
eu... cruzo outra vez...





Nunca mamei.
Eu só chupava dedo.
Mas, quando senti o sabor dos teus mamilos...

Je n'ai jamais sucé du lait.
Je viens de sucer seulement le doigt.
Mais quand j'ai senti le goût de vos mamelons...





... minha casa é aqui e agora...
mas a minha casa mesmo não é aqui nem agora...
enfim, minha casa, tua casa...





Clube da Esquina 3

(acerca de um vídeo em Vaga-Lumens)

A sina me ensina:
capaz de encontrar a paz
no tigre na esquina.





Monólogo

- Deus, estais a fornicar por mim e em mim?
- Sim...





miau-au-arrulho-socorro!
gato assusta pombo
com o cachorro
no lombo!




a haicaísta-psi
em vez de sol
nascente
só sente eclipse




mendigo
ouro dentro
veio comigo




Se Deus diz "entra!";
Eu entro.
Se Deus diz "senta!";
Eu sento.
Se Deus diz "deita!";
Eu deito.
Se Deus diz "rola!";
Eu rolo.
No fim do protocolo,
Para passar no crivo:
Se Deus diz "finge de morto!";
Eu, tolo, vivo.




A sombra desfia
seu viés de fria à luz
da fotografia.




tarja preta
fitinha do nosso senhor do bonfim
neon em piscadelas:
MOTEL 24 HORAS
MOTEL 24 HORAS
MOTEL 24 HORAS




aallll
aahh ccooooll
aallccoohhooll





haicai de pateta com dislalia

iac
ai
cai




saber de aprendiz
quando o mestre põe na língua
essência de anis





brainstorm para a unidade dois

põe aí:
os opostos se traem
os opostos se opõem





Eu sou meio sem jeito.
Quem mira no meu peito
descobre o meu defeito,
se admira... Perfeito!





canino

cão sem dono
rabo de abano
em abandono...





Dizem que sou tantã
Porque tenho bom senso
À Ascensão de Satã.




não gostas?
dá as costas
e encara de frente
o diferente




ai, a frecha
antes de chofre
que de chifre





- p/ putas resolutas

vadias
vão de noite




o amor é uma coisa tão delicada
tão delicada
que se você chamar
vem viadinho
ele vem




se florescer
é flor

flor é ser
se flor




- p/ Santo Gus

ame & bah!
brame
a
ameba
brâmane...





leite na tigela
para o tigre de bengala
banguela





- p/ alguém especial, muito especial

o sol que viceja
à flor da cerejeira
anuncia ser amor
e não cer
eja


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quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Poeminhas de apelo popular VII




Louça

Alvoroço!

Aos soluços, nos ouça,
que nem há solução.
Ao sismo que balouça,
ossos, cacos de louça,
o seu composto vão:
solo & chão.





aquarela

solo
de esteta
sob o lençol
uma chupeta

raios de sol
são tetas
pétalas
asas de brabuleta




auto-ajuda manual

ei!
que a essência zele
parede à flor da pele
bem melhor que a gisele

calendário pirelli

pirei!...


estrambote cínico:
por que as modelos da pirelli não têm pneuzinhos?

estrambote cínico 2:
e a aquaplanagem, pode ser?!




Antropomorfismo

Usa na camisa um "FUCK YOU!",
fantasia de Pinóquio.

Tenha um pouco de amor próprio,
osso, carne, sangue e ópio.

Retirado o ser em ócio,
pronto!, põe no peito um dócil.




Dos males

Há males que vêm, parabéns!





Das malas

Há malas que vêm,
Há malas que vão.
Os lamas do zen
Delas se esquivam.

Amá-las?
Não!
Amá-las?
Nem...





pop-up-and-down

não sou curto
não sou cult
nem tenho orkut...

me oculto?




avatar

meu perfil é fake
fazer é to make
punk com pancake
dentição de snake




Conto

O meu ponto
não dá conta
nem conto,
mas... faz-de-conta
e, pronto,
ponto.




sus!

subo
ao púbis
e súbito
sub






somos poros & pó
in
sumos
húmus

oh!...







uma naja
macha do cão
em marcha aja
e haja chão






e tantos passam por nós
sem se enlaçarem...






Senti-la
ali, no ponto,
cintila...





de amargar

só não comi a sobremesa
porque ela fez cu doce





meio-dia

o verme
deixou uma plaquinha pendurada na lápide
"fui almoçar"




***Em tempo: o blogue literapura publicou esses "poemas" que vocês acabaram de ler. Se puderem dar uma passadinha lá - para lerem poetas bons, not me! -, é outro espaço digno de seus olhos. Clique aqui, ou lá, ou acolá, ou alhures...
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quarta-feira, 20 de maio de 2009

Poeminhas de apelo popular VI


A quem me interessar possa, o Balaio Porreta - do Moacy Cirne - publicou hoje, cuidadosamente, alguns bons autores e, por descuido, publicou-me também. Se quiser conferir...



fama
cama
fama
cama
fama
cama
fama
cama
fama
cama






depois do fundo do poço sem fim
ouça:
dois lances de escada
e um trampolim -

basta apenas um salto para a bocada
abismo de mim







se me amas
chama de vexame
enxame de chamas






xiiiii...
o chiuaua
uau-uau!
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sábado, 14 de fevereiro de 2009

Poeminhas de apelo popular II - repeteco


Clean hands (Henrique Pimenta)

She does not kill
fly, mosquito.

That's is very, very, very cool!

Not even kafkas,
not even pacas,
goat, young goat,
kitten, puppy, pet, all the pets,
ox, cow or calf.

Well, this is the Lord's will?

No! She lets the others kill!



(Tradução - Henrique Pimenta)


Mãos limpas

Ela não mata
Mosca, mosquito.
Mas que barato!
E nem barata!

Não mata pacas,
Cabra, cabrito,
Cachorro, gato,
Boi, bezerro ou vaca.

— Deixa que outro mata!

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domingo, 25 de janeiro de 2009

Poeminhas de apelo popular V




percurso gerativo de sentido



falo

halo
alho

falho


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terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Poeminhas de apelo popular IV


naum

naufrago no magma
virtual, inábil
em zilhões de páginas
www
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sábado, 27 de dezembro de 2008

Poeminhas de apelo popular III


ser vil

ou cerviz

?

questão de incerteza

que está por um triz

!
(Imagem - Giddings_Judith20-20Lotus20Blossom)
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sexta-feira, 26 de dezembro de 2008

Poeminhas de apelo popular I






bicho-da-seda


sempre cedi

agora é tarde

não cedo





http://www.hiltonpond.org/images/MothLuna.jpg


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