quinta-feira, 11 de julho de 2013

Fechando o ciclo



Fechando o ciclo

Um homem, meio homem, revelou,
estás, ó, reformado, tu te viras.
Eu, besta, não sabendo do que sou,
permito que me tratem os traíras.

Na boa, que se fodam todos, ou
aqueles que se dizem curupiras,
os entes que zumbizam, que dão show,
certeza espiritista pelas giras.

Um macho, meio macho, tão nervoso,
querendo que a reforma no desfecho
despache do serviço o ser doloso.

Se estou só no problema, no desleixo,
demitam-me, que cumpram por seu gozo
a lei dos ilegais em que me enfeixo


*** Perdão pela criptografia!
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9 comentários:

Marcos Satoru Kawanami disse...

Henrique,

Excelente crônica de época, com erudição e leveza.

=)
Marcos

José María Souza Costa disse...

CONVITE
Passei por aqui lendo, e, em visita ao seu blog.
Eu também tenho um, só que muito simples.
Estou lhe convidando a visitar-me, e, se possível seguirmos juntos por eles, e, com eles. Sempre gostei de escrever, expor as minhas idéias e compartilhar com as pessoas, independente da classe Social, do Credo Religioso, da Opção Sexual, ou, da Etnia.
Para mim, o que vai interessar é o nosso intercâmbio de idéias, e, de pensamentos.
Estou lá, no meu Espaço Simplório, esperando por você.
E, eu, já estou Seguindo o seu blog.
Força, Paz, Amizade e Alegria
Para você, um abraço do Brasil.
www.josemariacosta.com

Jarbas disse...

São os ossos do ofício, caro Pimenta!

Eles passarão, e você, passarinho, ficará em paz!

Gustavo Alvarez disse...

Bardo!

quanto tempo!!!
fico feliz que tenha melhorado.
estou começando um novo ciclo!
não tenho soneto nem rima,

mas me identifico com isso.
Abraço universal do sempre amigo,

papagaio-mudo

Jarbas disse...

Para um poeta sumido, uma provocação.

Primeiro um poema premiado na Bienal dos Piores Poemas, perpetrado em Minas Gerais:

"Morango Maduro"

Morango maduro
não manga de mim

Espera aí
quiuinstante não d'amora

Vem cajá
Melãobuza agora
que eu relanceio por um beijo seu

Amarmelada, maçã do amor
pequi umbucado
e vem caqui o meu coração
pulsaporti

Jatobacana, bombocado de pecado


E depois, para dar um nó no cérebro, excerto de um poema com rima e métrica perfeitos (pelo menos me pareceu), publicado no Suplemento Cultural do Correio de hoje:

Procurei-te, amor, como quem procura
Na moeda da vida o seu reverso...
E no meu ser cinzelaste uma escultura
Em que, se Deus é frente, és tu o verso!


Concluo que, se tudo é poesia, nada é poesia. Mas a proposta do primeiro poema, da dona-de-casa Jacira Rodrigues, me pareceu mais tangível (e muito divertida). Quanto ao segundo, me parece estrabótico que imagens surrealistas venham com montagem romântica...

Jarbas disse...

Erro de digitação: certo é estrambótico.

E eu preferiria que a mulher ficasse na parte da frente, com um Deus mais discreto, garantindo a retaguarda.

Adriana Riess Karnal disse...

sds desse bardo poema

BAR DO BARDO disse...

Jarbas, amigo, há gosto para tudo. Eu gosto de frutas tropicais, das nossas, bem simples, da vez.

Abraço!

BAR DO BARDO disse...

Gustavo, Adriana, Marcos, José Maria, desejo felicidades a vocês!