sexta-feira, 25 de dezembro de 2015

Ereçãozinha




Ereçãozinha

Eu penso que seria bem legal
por mim e para mim virilidade.
Eu vejo nos pornôs um bananal,
uau!, longa-metragem de verdade.

Os caras permanecem com seu pau
ereto por instantes, que maldade!,
na boca das atrizes, anormal!,
um tempo que parece eternidade.

Queria, vou pedir, um simulacro:
o macho sedutor, com meu pauzão
a ponto de ebulir, porque eu massacro!

Um homem para mim, por meu desfrute:
um homem, o meu pai, o meu irmão,
o filho que não tive e repercute.

*** Img by Pearson Scott Foresman.
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4 comentários:

Jarbas Similevinsk disse...

Adoro Bix Beiderbecke. E das 15 de suas interpretações musicais que constam no meu CD, 1 sempre foi a minha preferida: "Oh, Miss Hannah". Nunca prestei muita atenção na letra (apenas uma parte é vocalizada em Bix, e mostrava-se incompreensível para o meu nível de Inglês). Mas de repente, depois de 10 anos ou mais, resolvi investigar "the lyrics".

Bom, não há lyrics disponível, na Internet, para "Oh, Miss Hannah". Ou melhor, há apenas a frase inicial da música e a frase inicial do refrão. Mas descobri, na Biblioteca Nacional da Austrália (NLA), cópia de uma partitura original, datada de 1924. Na partitura, claro, estava também a letra da música. Letra difícil, incorporando a grafia peculiar dos negros norte-americanos ("de" em lugar de "the", "ribber" em lugar de "river", "heah" por "ear", etc.).

Dá ṕra sentir que se trata de um belo poema. E fiquei pensando: "Como o Henrique Pimenta traduziria isto?" Ou melhor, "Como seria uma versão, para o Português, trabalhada pelo Henrique Pimenta?"

É claro que estou trabalhando na tradução (já terminada) e na versão em versos e (possivelmente) em métrica. Mas a Cultura sul-matogrossense (e brasileira) ganharia com um confronto de idéias e perspectivas (e na homenagem à bela literatura dunidense de cem anos atrás). Lanço, portanto, mais que um desafio, um pedido para que você arranje algum tempo para interpretar brasileiramente a tal letra. Aqui vai ela:

Oh, Miss Hannah,
Ain't you comin' out tonight?
De mockin' bird am singin'
An' de moon am shinin' bright.
De roses am a noddin'
an' a swayin' in de breeze;
on yo' Sunday go to meetin' clothes
an' come along prease.

Cain't you heah de banjo strummin'
Cain't you heah de fiddle call ?
Cain't you heah de folks a dancin'
in de Odd Fellow Hall ?

We'll go strollin' down de levee
by de light of de moon,
A listnin' to de fiddle
An' de mockin' birds tune.

REFRÃO:

Oh, Miss Hannah,
de cotton fields am white as snow;
Way out on de ribber,
I can heah do's steamboats blow.
De music an' de moon-light
hab got me in a trance
Oh, Lawdy me, Miss Hannah,
Le's go to dat dance.
Miss Hannah, le's go to dat dance.

Termina aí em cima. "Lawdy me" parece significar algo como "por Deus!" ou "com mil demônios!".
Que tal?
Ah, a música pode ser ouvida em https://youtu.be/Ejayaf90Scg .

Marcelino disse...

Excelente texto, muito sugestivo para fechar um ano que fodeu muita gente. Relembrou-me os sonetos de teu livro: ácidos, leves, lisérgicos. E entrar o ano com tesão pra recomeçar.

BAR DO BARDO disse...

Jarbas, estou feriando até final do mês. Vou pensar no desafio... Excelente 2016 para você e sua família!

BAR DO BARDO disse...

Obrigado, Marcelino. Desejo um 2016 supimpa para você e sua família!