sábado, 29 de junho de 2019

EME


 













EME

Eu morro de vergonha desse cara
com cara de palerma o tempo todo.
Seu ar de idiotia se equipara
aos ogros trogloditas, a seu lodo.

Ao lado de quadrúpedes, seus pares,
de quatro permanece, meditando
em como meditar em malabares
em câmera lentíssima, até quando?

De súbito, desperta para a fala,
e, eureca!, regurgita as altas teses,
em hétera retórica de bala.

Tem mérito o discurso sem vieses,
com rúmen verde-oliva, porque exala
o melhor que há de si: as suas fezes.
***
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Um comentário:

Marcelino disse...

Muito, muuito, muito bom, Bardo. Se pudesse ser lido em voz alta pra o cafajeste mor da República seria melhor ainda.
Ando afastado da blogosfera porque voltei pra sala de aula, e sala de aula,cê sabe, nos consome um tempo bom, ou quase todo o tempo mesmo rsrsrsr