sábado, 26 de setembro de 2009

Poeminhas de apelo popular IX

Formiga - by Seth Malakai



nunca vi
nada
nem saci
nem fada




Obscena

Vá leve valete escarlate e
vê se não fenece o veículo da poesia,
a febre-mulher:
minha vedete
inspirando pornografia.




perfomance zen
eu pelado
você também




Polêmica!
O que cabe dentro dela?
Cabide, cabo ou cabidela?
Comida para cachorro -
cadela?
Especiarias da Índia -
canela?




Haicai não se farta,
Sem partitura compõe
O raio que o parta.




Cuida de ti e de tua vida.
Que a noite cuida de todos, menos de ti.





do pó
ao pó
eis o po
p...




Entre
o erótico e o pornô,
não há um hímen,
há um homem.




Reich revisitado 1

Você tira as minhas couraças,
que eu tiro o seu couro!




O sol em novelo
tecendo-se em cal:
estátua de gelo.




Egito

Ai, aí eu piro:
língua como pincel;
pele como papiro.




Desastre:
o Sol se alastra
em Sartre.




Não é como vejo?
Tudo me foge e vem em
dervixe-desejo.




a paz
apraz
a prazo




A luz da manhã
floresce em seus olhos.
Sou feliz.




menina de saia
entra no meu coração




colírio de luz
conta-gotas de colibri
seus azuis
abri




Ásia
ou asas:
oásis.




A chuva dá corda.
A gota que falta,
A gota que escorre
Transforma-se em jorro.
O jarro transborda,
Estruge e me assalta.
Se a lágrima corre
Ao lago... Socorro!




Nu

Não sou imune
ao seu menu
de numes.




in
ato
tato
contato

tatoo não é íngua

a
tua
tatoo
toda na minha língua




Reich revisitado 2

Você tira as minhas couraças,
que eu tiro a sua calcinha!




falo na sua língua
o que seu ouvido
deseja beber
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