sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

Animal





Animal

É como de surpresa. De que esfera?
De nêspera, de pêssego, de fruta
não é, e nem de flor, porque é de fera,
que estruge pela selva, por disputa.

É bicho de furor, que não tolera
um outro que o requeira para luta.
Não tenho por escolha, por espera,
se quero o meu modelo na conduta.

Instintos de combate suicida,
armados e, porém, desprevenidos.
Instintos de duelo, na mordida,

no lanho, que sangramos contraídos.
Os golpes consagramos para a vida
da audácia, pervertida nos sentidos.

*** Img in fanpop
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6 comentários:

Marcos Satoru Kawanami disse...

Acho que pode melhorar o primeiro quarteto, está meio forçado falando de nêspera e pêssego.

BAR DO BARDO disse...

... é que eu gosto... dessas frutas... mas eu vou meditar a respeito.

Cássio Amaral disse...

as garras do soneto arranham o signo.

Marcos Satoru Kawanami disse...

Ah,mas agora entendi melhor. É para dar sensualidade. Ficou bom sim.

Jarbas disse...

De que esfera? Pego de surpresa
percorro Leminski, reviso Barros
e jogo a toalha sobre a mesa:
na incompreensão eu sempre esbarro

Preciso de alguém que me aclare
sobre o que, ou quem, é Wally
pr'essa charada sem chave
não naufragar minha nave

BAR DO BARDO disse...

Bom revê-lo, Jarbas. E, sim, continuo quase esotérico... Bom texto o seu. Abraço!