domingo, 9 de fevereiro de 2014

Mil maneiras de maneirar



Mil maneiras de maneirar

Bebia, dava azia, me azarei
com prescrições medicinais, não posso
nem mais a caipirinha. Como eu hei
de ser e de viver, se não me adoço

com doses de regalos? Viverei?
Serei mui comportado, mui insosso,
à falta de um gargalo de não sei
que seja, mas etílico, do poço.

Não posso me foder dessa maneira;
prometo maneirar ao meu hepático,
tomar um digestivo, da zoeira

me pôr mais à distância, sorumbático.
Não quero de noitinha, sexta-feira,
porém, a coca-cola de antipático.

*** Img in http://www.receitadecaipirinha.com.br/
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3 comentários:

Marcos Satoru Kawanami disse...

Depois que a gente faz uma seqüência de sonetos inspirados, é bom dá um tempo até a inspiração recarregar. Ou sai com inspiração, ou não.

BAR DO BARDO disse...

... é este um soneto bêbado, que fiz nesse mesmo estado neural, dipsômano.

Marcos Satoru Kawanami disse...

dipsômano, aprendi agora. hehe

;)