quinta-feira, 19 de junho de 2014

Conversão



Conversão

Deprimido, caído em desespero,
confesso, desisti de minha vida
e fiz uma oração de despedida,
pedindo por perdão, a fim de ser o

prefácio do meu ato derradeiro.
Um rito de passagem suicida,
a corda preparada, comprimida
em volta do pescoço... Verdadeiro

pavor, se alguém me visse sentiria,
contudo resisti, que não seria
assim que eu me daria para a morte...

A luz intercessora de Maria
livrou-me desse nó, porque queria
mais um na devoção, e bem mais forte.

*** Img - Jspace
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6 comentários:

Marcos Satoru Kawanami disse...

Maneiro, e que rima legal no quarto verso!

BAR DO BARDO disse...

vlw

msk

Marcelino disse...

Ótimo texto, e o último terceto dá margem a interessantes e dissonantes interpretações para a crença e para o ceticismo.

BAR DO BARDO disse...

vc tem razão

marcelino


abç

lidioselenense disse...

Tem razão o Marcelino. Há aí uma ambiguidade sutil, finíssima, quase inidentificável. O suicida precisava de Maria ou era Maria que precisava do suicida? Ou os dois?

BAR DO BARDO disse...

lidioselenense,

grato pelas palavras!