sexta-feira, 26 de setembro de 2014

A um beijo



A um beijo

Um beijo por amor e, por que não?,
um beijo porque é sim sua resposta,
um beijo que se expõe por que se gosta,
um beijo de querer e de paixão.

Piegas? Vá, que seja!, se me encosta
na língua a sua língua, sem senão,
se o Sol sai lá do céu, vem para o chão,
se a Lua rodopia descomposta.

Apenas um momento, sempiterno,
um gosto de remir que há só no inferno,
um misto de salvar e salivar.

Um beijo, um casamento, uma certeza,
que somos dois sinistros com destreza,
anfíbios encantados a enlevar.


*** Um soneto para o (meu) beijo da Bete.
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6 comentários:

Marcos Satoru Kawanami disse...

muito bom

BAR DO BARDO disse...

greaT

Marcelino disse...

Os versos sete e oito valem todo o soneto. Maravilhosos. Gostei demais.

BAR DO BARDO disse...

Que bom, Marcelino! Grato!

Lou Vilela disse...

Belo soneto!

Matando a saudade...

abraços

BAR DO BARDO disse...

vlw, lou