sábado, 13 de junho de 2015

Soneto repulsivo




Nada contra LGBT e todos os demais. Nada contra aqueles que não acreditam em Deus e não percebem em Jesus Cristo o salvador da humanidade. Nada contra mesmo. Cada um faz de sua vida o que bem (e/ou mal) quiser. Mas utilizar a iconografia cristã de modo acintoso, sob pretexto de performance LGBT, aí sim o preconceito fica explícito: explicitamente contra os cristãos, contra Jesus Cristo, contra Deus.

Soneto repulsivo

O “trans” crucificado de mentira,
é só de mentirinha, mas não é,
desperta-nos repulsa a sua ira
contrária à verdadeira e santa fé.


Perguntem pra “Vivi”: Por que não tira
um sarro da Sharia, põe seus pés
na frente da mesquita, à pombagira,
com busto para fora, ao invés?

Falar de Maomé, o coraixita,
com falta de respeito não convém
às crenças nem ao couro da neném?

Duvido que a coragem lhe permita.
Na hora da blasfêmia, o fanfarrão
prefere a sacra bíblia ao alcorão.

*** Img da "Vivi" in Pinterest.
Share |

6 comentários:

Marcelino disse...

Excelente, Bardo. Fazia tempos não lia um texto de forma e conteúdo tão bem sacados. Gostei muito deste teu soneto em nada repulsivo.

Marcos Satoru Kawanami disse...

Bardo,

Sim, e algumas seitas protestantes, que dizem estar cristianizando o Brasil, agem com um cinismo louco, negando os mártires católicos que plantaram a cruz em cada continente, inclusive aqui, cristianizando todo o nosso território.

pax et bonum
Marcos

BAR DO BARDO disse...

Valeu, Marcelino!

BAR DO BARDO disse...

Paz e Bem, Marcos!

Jarbas Similevinsk disse...

Pois é, Pimenta. Todo o mundo quer aparecer. Um filósofo (como parece que Jesus foi) inerte numa cruz já é um saco (mas tomando cicuta e filosofando, como Sócrates, uma glória). Imagine uma imitação barata e inconsequente do filósofo-saco!... Adendo: simpatizo com esse filósofo-saco, embora nunca poderei saber como ele realmente foi, dadas as deturpações da gangue dos pretensos seguidores (principalmente, pela Teoria do Domínio do Fato, Paulo/Saulo, o corruptor maior).

Assim, já não sei quem é mais louco: o religioso (que crê em deuses iguaizinhos a - e nada melhores do que - Stalin) ou o/a ativista de uma causa impossível (a da pretensa "naturalidade" do homossexualismo).

Aliás, o pretenso "homossexualismo" dos animais pode ser melhor explicado pela "transmissão genética", imprecisa, de comportamentos compatíveis com a espécie. Explico: tenho várias cadelas (gênero canídeos). A informação genética (imprecisa, pois tem conteúdo "espiritual") diz ao canídeo: se você sentir comichões nas partes baixas, monte sobre a traseira de outro canídeo (se ele deixar) ou deixe que ele monte em seu traseiro (se a iniciativa for dele e se você achar agradável). Jung (inconsciente coletivo) chegou perto dessa noção; pena que não tinha cachorros em seu apartamento vienense. Pois é, a minha cadela Meg tinha no quintal duas outras cadelas: a sua mãe, Miss, e a mestiça fox-paulistinha Fuinha. Cadelaria total. Meg (mestiça chouchou), quando no cio, tenta montar na sua mãe (mestiça buldogue,que é do seu tamanho), uma vez que não aparece um canídeo que tente montar nela. Bom, mandamos ela para o chou-chou (macho) da vizinha, e ela adorou, "abandonando o seu homossexualismo".

Quanto ao Poeta Pimenta, aqui vai um protesto: porque parou? O melhor poeta sul-matogrossense não é, como diz a maçonaria, Manuel de Barros, um matogrossense, mas sim, Henrique Pimenta, um fluminense" (ou seria a Flor do Cerrado (Edir Pina de Barros)? Ou estariam os dois últimos dividindo o alto do pódio?

BAR DO BARDO disse...

Jarbas,

eu nada tenho contra homens que se consideram mulheres (e vice-versa). Só acho que é muito fácil criticar cristãos (e, em particular, evangélicos e católicos) por idiossincrasias de ordem psicológica. É uma besteira generalizar que todo cristão considera que pessoas com sexualidades enviesadas vão arder no fogo do inferno. Nada disso. Cada qual com seu cada qual, eis o clichê, e para mim isso basta.
Eu sou um católico que tenta evitar os exageros - nem sempre consigo...
Minha cidade? Minha cidade é a Princesinha do Vale (do rio Paraíba). O pessoal ganhou uns trocados na época do café. Hoje é uma cidade bem diversa, ou seja, viva a diversidade e as adversidades.
A propósito, Manoel de Barros é muitíssimo melhor do que a grande maioria dos poetas vivos. Mas a questão pessoal, de gosto, é o que prevalece por vezes.
Quanto a mim, sou um sonetista razoável, vá lá!

Abraço!