domingo, 27 de setembro de 2015

Se claro já não vejo, desconheço




Se claro já não vejo, desconheço

Se claro já não vejo, desconheço
as cores da estação Contentamento....
Se a mente já me folga de momento
tranquilo, mansidão já não mereço...

Se verto o cronológico progresso,
em via de desvios, vão evento...
Se alheio da Ventura, sou cinzento,
na senda que me leva ao retrocesso...

Suspeito que não sou do São Paterno,
suspeito que não sei do Sempiterno,
suspeito que me privo da Verdade.

Assim, na hesitação da inteligência,
eu perco o que é de Vós, por indigência,
“buscando amor em vossa crueldade”.

*** Diálogo com o soneto de Camões: “Ja claro vejo bem, ja bem conheço”.
Share |

5 comentários:

Jarbas Similevinsk disse...

Li mais de uma vez, não entendi toda a mensagem (só 90%, talvez só a percentagem não essencial), mas, ressalvando como sempre o hermetismo do poeta, gostei.

BAR DO BARDO disse...

Li umas dez vezes e entendimento zero. Mas eu nem queria tanta maçonaria assim... O jeito é continuar quebrando pedras, Jarbovinsk.

Jarbas Similevinsk disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
BAR DO BARDO disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
BAR DO BARDO disse...

Jarbas,

acho que eu teria que compor outro soneto hermético... Tentarei, pois. (NO MUSLIM!)