quarta-feira, 28 de outubro de 2015

Mais um tema tentador



Mais um tema tentador

Um tema... que problema!, que tormenta!,
é quase tempestade tropical,
é risco de alguém morto, ou que dementa,
um ser que já não é, um tal e qual.

Me dizem, desenvolva, nem esquenta,
é fácil de escrever até o final,
inventa, feito sangue de incruenta,
inventa, feito um pobre pantanal.

Escrevo um sonetinho, desenvolvo:
fugindo dos tentáculos do polvo,
liberto meus testículos da capa.

Ao fim: eu determino que há renovo;
primeiro: da galinha, vem o ovo;
no meio: uma razão que nos escapa.


*** Img in Octopus Polvo.
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6 comentários:

Jarbas Similevinsk disse...

E... Jarbas Similevinsk sai de cena.

BAR DO BARDO disse...

Não é justo que saia da saia justa, caro Jarbas. Na real, não há crítica de minha parte, visto que estou adorando o nosso diálogo. Não perca a chance de me desvelar, sem ao menos necessitarmos de véus (de Maya)... Volte, por favor, e faça o que deve ser feito. Dlim-dlim, ó o trenzinho!...

Marcelino disse...

Gostei mais deste, tem a leveza dos sonetos que li no teu livro "Cem sonetos sacanas e um poema de amor", e trata bem da metaliteratura.

Jarbas Similevinsk disse...

A pedido, volto, sem kilt justo.

Bom, por quê teria eu algum interesse em desvelá-lo ou desvendá-lo, caro amigo? Nem acredito que você ponha véus em alguma coisa; os 99 sonetos sacanas estão aí para me coonestar.

Tudo não passou de um lamentável equívoco. É verdade que não entendo a razão do teu hermetismo eventual, mas minha cultura poética não é muito grande, apenas o suficiente para detestar os dois MBs (um do ar e ou outro da terra). O que eu pretendia era achar alguma luz para uma questão teórica (adoro teorias) que me atenazava; pedia socorro a uma mente aberta que venceu mil desafios, navegando quebragelos sobre 999 tabus. Embora o meu problema era mais religioso - ou político - que tabuino (ops!).

Mudando de patinho feio para Lindo Ganso Negro, você, como professor universitário, deve conhecer algo do Zé da Ponte, não? Parece ser dele este magnífico poema intitulado "Nobody":

Nobody knows me
Nobody sees me
Nobody likes me
Nobody wants me
Nobody teaches me
Nobody, nobody,
nobody, nobody
Who the hell is nobody?

Não vai aí, tanto por parte do Zé da Ponte quanto por parte do Abrax Jarbovinsk, nenhuma alusão ou crítica à tua (do Pimenta) pessoa ou aos teus instigantes sonetos (com os quais AJ muito aprendeu) !...

Um brinde à vitória da comunicabilidade humana! Tim tim!

BAR DO BARDO disse...

Isso aí, Marcelino. Penso a respeito. O soneto foi um mais um exercício com malabares. Tudo de bom pra você, meu caro!

BAR DO BARDO disse...

Sr. Jarbas,

continue, vai!